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| Foto: Divulgação |
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Firebug
A música jamaicana feita no Brasil não é a mesma desde o surgimento
do Firebug. Até o nascimento desse quinteto paulistano – às vezes um
sexteto, quando o guru Victor Rice estica sua temporada de residência
no Brasil - não havia representantes do genuíno ska e do rock steady
por aqui. E, notem, esses ritmos já tem pra lá de 40 anos de
vida...Pois bem, se faltava uma referência no estilo, agora há ao menos
uma, e excelente, opção. Praticamente toda a música da Jamaica
está compilada em Firebug, o álbum de estréia. Em vinte temas,
impactantes, com letras em inglês e em português, a banda passeia pelo
ska , rock steady, reggae e dub. O disco pode ser considerado um
capítulo generoso e saboroso dos sons jamaicanos dos anos 60 e 70. A
voz extremamente melodiosa de Felipe Machado costuma emocionar fãs de
Alton Ellis, Desmond Dekker, Toots Hillbert e outros contemporâneos de
Bob Marley. O Firebug encontrou fãs ardorosos nos amantes da
música da Jamaica. O carioca BNegão já tem sua carteira vip no clube,
formado por Olivier (guitarra), Bruno Magrão (baixo), Leo Cunha
(teclados) e Rodrigo Cerqueira (bateria). Manu Chao já deu seu aval
também, numa histórica apresentação conjunta, no SESC Interlagos.
Outras figuras, como o produtor Liminha e os paralâmicos Bi Ribeiro e
João Barone, também já carimbaram o passaporte da banda. O segundo
disco, On the Move, já está no forno. A sonoridade continua vintage e
antiga. A faixa-título apresenta o early reggae. B canta na faixa
“Injustiça”. Dave Hillyard e Bufford O’Sullivan tocam sopros em alguns
temas. Agent Jay, guitarrista dos Slackers, faz solo em “Bad Trip”.
Tanto brilho chamou a atenção da Jump Up Records, que lançará,
simultaneamente, o disco nos Estados Unidos.
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